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| Saromcredi |
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São Roque de Minas é uma cidadezinha mineira de dois mil km2 e pouco mais de seis mil habitantes, que sobreviveu ao êxodo rural e à bancarrota total graças ao surgimento de uma cooperativa de credito, no inicio dos anos 90 do século passado. Ela foi a solução encontrada para reativar a sistema financeiro local, após o fechamento da única agência bancária existente na cidade, e conseqüentemente retomar as atividades normais do município.
A cooperativa de crédito rural de São Roque de Minas, a Saromcredi e uma instituição que se tornou exemplo de como o Cooperativismo é capaz de transformar a vida das pessoas e sociedades inteiras, quando é trabalhado corretamente em sua essência.
A Saromcredi foi à mola propulsora para a economia do município. Ate 1991, a vida econômica da Cidade baseava-se na produção do queijo tipo canastra, comercializado para outros estados, e sua atividade agrícola era quase que de subsistência.
O surgimento da Cooperativa com seus produtos e serviços estimulou a produção no campo tanto na qualidade quanto na diversidade. Hoje, a cidade produz 200 mil sacas de milho, cuja colheita é feita por máquinas financiadas pela Cooperativa, além de contabilizar cinco milhões de pés de café, que rendem em safra, 45 mil sacas. As primeiras mudas de café plantadas em São Roque de Minas, por volta de 1994, foram fornecidas aos fazendeiros pela Fundação Saromcredi.
Mais recentemente, a Cooperativa está desenvolvendo, em parceria com o Instituto Estadual de Florestas (IEF), um trabalho de fornecimento de mudas de eucalipto para reflorestamento, a custo baixo. Já foram plantadas mais de 100 mil mudas da árvore nas fazendas da região.
“Toda cooperativa precisa buscar a sua função na sociedade, e a Saromcredi é a maior instituição de São Roque, estando envolvida em todos os segmentos”, destaca João Carlos Leite, presidente da Saromcredi.
O turismo também começa a se destacar como atividade econômica da Cidade. Nos últimos 10 anos surgiram pousadas e outros empreendimentos desse setor, para atender ao crescimento no número de turistas que saltou, nesse período, de dois mil para mais de 30 mil visitantes por ano. |
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