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Mulheres paulistas: três vezes sucesso
Cooperfest

Mulheres paulistas: três vezes sucesso

A cada ano cresce o número de mulheres atuantes no cooperativismo. Elas mostram que a força feminina, aliada à doutrina, tem muito a contribuir para o sucesso das cooperativas. São Paulo dá o exemplo com três mulheres de sucesso.

Com apenas 18 anos, Sudária Bertolino foi eleita a primeira diretora-presidente da Cooperativa de Trabalho em Eventos e Artesanato Educandário Dom Duarte, Cooperfest. A cooperativa, que completa dois anos em outubro, foi criada por convênio entre a Liga das Senhoras Católicas de São Paulo e o Sescoop/SP, para atender à demanda de trabalho dos jovens do Programa de Qualificação Profissional do Educandário Dom Duarte. “Uma condição para participar da cooperativa é ter passado por um dos seis cursos profissionalizantes do Educandário, que inclui,entre outros, arte culinária, panificação e manutenção de micro-computadores”explica Sudária Bertolino.

Hoje com 20 anos, Sudária vê no cargo que ocupa importante oportunidade para o seu crescimento pessoal. “Dirigir uma cooperativa é um pouco difícil. Aqui é jovem cuidando de jovem. Mas estou crescendo muito”, diz. Os 23 cooperados também administram o teatro do Educandário e já prestaram serviço no restaurante da Sala São Paulo, espaço oficial da Orquestra Sinfônica do Estado. Na última páscoa, eles produziram cerca de mil ovos, 700 para a Votorantim.


Solidariedade contra a desigualdade social

A atual Conselheira Fiscal do Sescoop/SP e presidente da Cooperativa de Trabalho em Psicologia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional do Vale do Paraíba, litoral norte paulista, UniSer do Vale, Lavínia Alvarenga Vieira, está no cooperativismo há doze anos e foi uma das fundadoras da UniSer do Vale, cooperativa onde as mulheres formam 85% do quadro social. “Dirigir uma cooperativa é uma grande batalha, pois é preciso conciliar as demandas dos cooperados; as atribuições profissionais e a vida pessoal”. Lavínia ressalta, entretanto, que o trabalho é recompensador, na medida em que a cooperativa contribui com melhores oportunidades de trabalho para as associadas, e também por facilitar o acesso da população aos serviços de saúde.

A solidariedade é uma das bandeiras da cooperativa, presente nos projetos sociais que buscam a conscientização da cidadania, visando à redução das desigualdades sociais. “Atualmente fazemos orientações em eventos de escolas, associações e shoppings, mas nosso objetivo é desenvolver um trabalho mais próximo da comunidade pobre”, diz.


Primeira mulher presidente

Maria Lúcia Barros é sócia-fundadora e presidente, no segundo mandato, da Cooperativa de Trabalho dos Profissionais em Estacionamento e Similares, Cooppark, cuja atividade ainda é, na maioria das vezes, procurada por homens: o trabalho de manobrista.

Maria Lúcia Barros é também diretora do ramo Trabalho na Ocesp. Ela conta que a presença da mulher no cooperativismo paulista ainda é “tímida”, mas com muita qualidade, representando dois ramos no estado: Trabalho e Educação. “Acredito que as mulheres podem atuar em qualquer segmento profissional que se proponham, mas no cooperativismo elas têm uma afinidade maior pelo princípio humanista”. A dirigente argumenta que o preconceito existe de uma forma camuflada, mas ressalta que o mesmo está sendo vencido, pois, hoje, figuras femininas têm assumido grandes projetos em setores diversos como política, social, educacional e econômica.
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